“A (re) invenção de si no campo das relações”

“Eu quero desaprender para aprender de novo. Raspar as tintas com que me pintaram. Desencaixotar emoções, recuperar sentidos.”

Rubem Alves

Muito tenho acompanhado situações que exigem do sujeito uma tomada de decisão frente à algum desafio. As constantes adversidades que nos chegam a cada momento de vida, nos fazem ter a sensação de que algo diferente acontece no mundo ou com a humanidade. De fato, acontece!

O fato de estarmos envolvidos com inúmeros afazeres concomitantes, a conexão virtual, que se dá de forma corporal e subjetiva durante todo o tempo sem realizar interrupções necessárias, a excitação generalizada que a mídia e o consumismo nos fazem sentir, a atemporalidade para a escuta e o olhar… são algumas das questões que trazem as intensidades da atualidade, deste tempo e momento em que vivemos.

Visualizar e sentir o mundo nesta condição, exige energia, reflexão e principalmente auto-conhecimento. São pilares relevantes ao nos darmos conta de que o mundo se apresenta deste modo, também, a partir das relações que nós constituímos. De alguma maneira todos contribuímos para que as coisas se coloquem desta forma.

Longe estamos de sermos considerados totalmente responsáveis por isso tudo,mas inesperadamente e inconscientemente produzimos nossas relações, e isso, por vezes, faz com que entremos numa ‘desordem’ nos modos de nos relacionarmos.

Quando somos acometidos por situações difíceis, automaticamente acionamos recursos já instaurados e sistematizados respondendo aos fatos e situações, por vezes de forma impensada, precipitada e imediatista. Refletir sobre os impasses que nos tomam, exige tomarmos um distanciamento necessário, exercitando o olhar “de fora”, avaliando em que medida sentimentos e emoções estão imbuídos na situação tornando a resposta insolúvel e muitas vezes geradora de maiores desconfortos.

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A necessidade de nos (re) inventarmos no campo das relações, talvez permita-nos acertarmos mais e sermos mais efetivos e humanos para esta condição. Precisamos analisar com maior cautela pontos preponderantes da nossa constituição como sujeitos, fundindo conceitos antigos e novos, pois se avaliarmos que há transformações importantes neste nosso mundo, principalmente no campo das relações, que possamos também estar respaldados por novas formas de nos relacionar e de nos conectar com ele.

Entretanto, para além de que criar novas conexões e encontros, é preciso valorizar os já existentes, estes são potenciais a serem desenvolvidos entre nós. A linguagem, o afeto e a empatia podem muito nos auxiliar!

 

Por Vanessa Vauchinski

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